quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A mentirinha sobre ser o ultimo apelo

Pois é, mentira de amor vale como verdade?
Eu sei,seu moço, que eu prometi que não escreveria mais e que nem choraria.Não mais por você.
Mas é que hoje novamente bateu a ânsia de te querer bem perto de mim, naquele abraço dos dias chuvosos em que eu me recostava no seu peito e deixava a hora passar.
Enquanto os mil e tantos pingos se esgueiravam lá fora, nós nos amávamos aqui dentro, como se fossemos um só,juntos,colados e amando ser amados.
É assim que se sucede no tempo. Percas são necessárias mas, quem disse que eu queria ou até mesmo podia ter te perdido?
Eu tenho necessidade de você, como nos dias em que, como hoje o tempo resolvia se enfurecer e que, dentro do quarto, abraçados, era pura calmaria.
Eu menti sobre o ultimo apelo. Eu não consegui terminar naquele sabe?
Amanhã eu estou indo passar uma temporada fora só pra ver se eu consigo te colocar pra fora.
Pode ser tarde demais quando você se tocar do que eu realmente senti mas, se der saudade me liga.O número é o mesmo e a necessidade de você também será.
Eu ainda calculo muita coisa sobre a probabilidade que teríamos em dar certo. Eu sei,parece loucura mas, você se assustaria se soubesse o quanto eu ainda penso, ainda lembro, de cada detalhe e palavra. Mesmo depois de três meses, é como se fosse ontem sabe?
E o que mais me surpreende e me deixa perplexo é a sua capacidade de me deixar mutável, em constante desalinho, como você muda o meu humor e o meu modo de pensar, mesmo estando a quilômetros de mim.
Ainda penso em nós. Estranho,não?Ainda penso em largar tudo,jogar tudo pro ar e correr pra te encontrar.
Mas eu paro e penso "Ele já não existe do mesmo modo,no mesmo lugar."




sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O ultimo texto sobre encerrar ciclos

Então é chegado aquele momento em que é preciso novamente fechar as portas, deixar as malas prontas e, só porque o coração está arriado, não é motivo para que se gere altercações sobre salientar possíveis voltas.
É assim que chega o momento em que novamente sente-se o peito apertar e, mesmo que seja preciso, sabendo que não tem mais porta aberta para te esperar, sabe-se que é preciso.
É preciso cruzar os caminhos e ir além das novas e sempre fronteiras. É assim que se é preciso esperar as feridas cicatrizar. É desse e não de outro ou qualquer modo que se acostuma a partir sem querer novamente sair da vida de alguém.
É, eu estou partindo. Ou partido, seja lá como for.
Eu estou saindo para não me machucar mais sabe?
Estou saindo do caminho onde, para mim se encontra as porteiras fechadas.
Então, é hora de parar de escrever, o lápis não faz companhia de grande valia quando no fim do texto não tem-se o beijo de recompensa.
É. Seja assim. Não pelos meus gostos ou desejos e anseios, mas pela fase em que “vossa senhoria” se encontra nesse momento.
Que possamos ser um futuro esperançoso mesmo que hoje seja a falta da esperança que me assombra e me faz seguir, mesmo preso as vãs lembranças.
É isso e, fim. Sem papo, sem mácula e sem razão. Não se tem mais o que fazer. Perante o senhor do medo, Tempo, só se encontra o que jazerá agora.
Bem vindo ao ultimo apelo do fim de um ciclo.